MINEA prevê construir cinco barragens na Huíla em 2023

A construção de cinco barragens para o aumento da capacidade de distribuição de água nos municípios do Lubango, Gambos e Chibia, província da Huíla consta das prioridades do Ministério de Energia e Águas (MINEA) para 2023.

Trata-se de acções constantes no Projecto de Desenvolvimento Institucional no Sector das Águas (PDISA 2), que devem iniciar em Janeiro próximo, visando a melhoria do fornecimento do produto às populações locais, segundo a presidente do Conselho de Administração da EPAS/Huíla, Domingas Tyikusse.

Sem avançar o valor a investir, nem o tempo de duração das obras, afirmou que o projecto vai ser instalado no rio Unene e Arimba (Lubango), na Quihita e Nompopo (Chibia) e na Ombala do Rei nos Gambos, cada com capacidade de armazenar mais de sete milhões metros cúbicos de água.

Conforme a responsável, está, igualmente, a decorrer um estudo hidrológico de identificação de novas zonas com mananciais aceitáveis para o reforço da água à cidade do Lubango, para os mais de 960 mil 165 habitantes, no âmbito do plano director do município. 

Domingas Tyikusse apontou que um dos desafios do sector consubstancia-se na construção de uma Estação de Tratamento de Água (ETA), ajusante do Caculuvale para o reaproveitamento das águas residuais e equacionar os objectivos previstos no Plano Director do Lubango até 2035.

“Vamos ainda reabilitar as nascentes da Tundavala e Estufa, bem como a transferência de água de rios perenes do Cunene, com benefício do Lubango e demais localidades ao longo do percurso da instalação da abdutora”, disse.

Segundo a fonte, a iniciativa contribuirá para o aumento da produção de água e melhoria do fornecimento do produto, de modo a mitigar o actual estado de carência hídrica na cidade do Lubango, incluindo o reforço do sistema de abastecimento à centralidade da Quilemba.

A responsável mostrou-se preocupada com o não pagamento das facturas de consumo do líquido por parte de alguns clientes, fruto do curto período de abastecimento e com isso a anulação de 59 contratos, dos 21 mil  consumidores activos.

Destacou que nos constrangimentos que o sector atravessa consta o custo elevado e falta de acessórios de reposição no mercado local, carência de liquidez para a cobertura dos custos operacionais referente a manutenção dos equipamentos.

A província da Huíla, com uma extensão de 79 mil 23 quilómetros quadrados, tem uma população estimada em três milhões 185 mil 244 habitantes.

ANGOP