Qualidade da Água

O sector das águas tem como um dos seus pilares estratégicos e cruciais assegurar o bem-estar e contribuir para a melhoria da saúde pública das populações, através do acesso generalizado a serviços adequados de água para consumo humano e de saneamento.

Segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), através da Portaria nº 2.914/2011, a água potável é aquela água que atende ao padrão de potabilidade estabelecido pela Portaria e que não ofereça riscos à saúde. Já a água para consumo humano é a água potável destinada à ingestão, preparação e produção de alimentos e à higiene pessoal, independentemente da sua origem.

Assim, sendo a água um bem essencial à vida e o principal veículo de agentes causadores de diversas doenças, sobretudo do trato gastrointestinal como enfermidades diarreicas de natureza infeciosa, é fundamental a avaliação da sua qualidade microbiológica e físico-química, por forma a garantir um abastecimento seguro e de qualidade, independentemente da sua origem, que permita às populações a ingestão de água canalizada e satisfação das suas necessidades domésticas.

Em 28 de julho de 2010, por meio da Resolução 64/292, a Assembleia Geral das Nações Unidas reconheceu explicitamente o direito humano à água e ao saneamento, bem como reconheceu que a água potável e o saneamento são essenciais para a realização de todos os direitos humanos.

Neste sentido, a Organização Mundial da Saúde tem tido um papel activo, através da elaboração e publicação de um documento – Guidelines for Drinking-Water Quality – que fornece um vasto conjunto de recomendações para os stakeholders do sector da água, principalmente, governos, autoridades de saúde, entidades reguladoras dos serviços de água e entidades gestoras de água, sobre a qualidade da água destinada para consumo humano, cujo objetivo principal é garantir a proteção da saúde pública.

Deste modo, o conceito de água segura (safety), destinada ao consumo humano, começou a emergir nas últimas décadas. Segundo a Organização Mundial da Saúde (WHO, 2008), este conceito significa que a água consumida não apresenta qualquer risco para a saúde humana independentemente da sensibilidade e idade dos consumidores, sendo que as crianças, os idosos, as pessoas debilitadas e as pessoas que habitam em locais sem saneamento básico encontram-se mais suscetíveis de sofrerem doenças originadas pelo consumo de água.

A água segura, abrange o cumprimento dos requisitos de qualidade da água, o fornecimento de água sem interrupções e consequentemente o aumento da confiança dos consumidores, na qualidade da água que lhes é fornecida.

A qualidade da água para consumo humano, constitui assim um indicador essencial para a avaliação do nível de desenvolvimento de um país e do bem-estar da sua população.

Controlo e Qualidade

O valor do indicador água segura na torneira do consumidor (água controlada e de boa qualidade) reflete o cumprimento dos requisitos da qualidade da água (valores paramétricos), bem como a realização do número mínimo de análises regulamentares.

A avaliação da qualidade da água destinada ao consumo humano tem sido efectuada através da detecção de indesejáveis constituintes microbiológicos, físicos, químicos e radiológicos, potencialmente perigosos para a saúde humana, através da análise de conformidade dos resultados obtidos na monitorização da qualidade da água fornecida aos consumidores, designada por “fim-de-linha”, tendo como referência e limite os valores paramétricos estipulados pela OMS.

De modo a garantir essa qualidade, os técnicos da EPASHuíla E.P. procedem à recolha periódica de amostras de água para análise do cumprimento dos requisitos legais relativos à qualidade da água na rede de distribuição (parâmetros químicos, físicos e microbiológicos), na torneira do consumidor, normalmente utilizada para extrair água para consumo humano, assim como em pontos de amostragem representativos do fornecimento de água a entidades públicas.

Neste seguimento, a EPASHuíla E.P. elabora anualmente um Plano de Controlo da Qualidade da Água (PCQA) que tem como objectivos principais:

  1. Garantir que a água distribuída à população é salubre e potável;
  2. Assegurar que a água distribuída cumpre as exigências previstas pela OMS (Organização Mundial de Saúde);
  3. Verificar a eficácia dos processos de tratamento, em particular, da desinfecção;
  4. Tomar medidas de mitigação e correção, atempadamente, em caso de existência de incumprimentos.

O controlo analítico e respetiva análise dos resultados, é realizado no Laboratório da EPASHuíla E.P., sediado no Lubango, e tem actualmente capacidade para a realização dos seguintes parâmetros:

Parâmetros Físico químicos:

  • Alcalinidade
  • Cloro Residual Livre
  • Cloro total
  • Condutividade
  • Dureza Total
  • Amónia
  • Oxigénio Dissolvido
  • pH
  • Cloretos
  • Potencial Redox
  • Alumínio
  • Ferro
  • Nitratos
  • Sólidos Dissolvidos Totais
  • Salinidade
  • Condutividade
  • Temperatura
  • Turvação
  • Resistividade

Parâmetros Microbiológicos:

  • Coliformes Totais
  • Coliformes fecais
  • Coli