
A Directora Nacional de Águas, Elsa Ramos, defendeu a necessidade de maior envolvência dos governos provinciais e das comunidades na implementação das acções do Projecto de Resiliência Climática e Segurança da Água em Angola (RECLIMA), para promover a sustentabilidade das estruturas.
A responsável que falava no final do workshop inicial do RECLIMA, que encerrou na última quinta-feira, referiu que o programa tem tudo para dar certo, mas vai precisar de toda a envolvência das comunidades beneficiárias, para que sintam a responsabilidade de cuidar e preservar as estruturas contempladas no projecto.
“Se não fizermos as pessoas participarem no antes e o durante do processo, o depois não é garantido. Este é o nosso princípio para o projecto, precisamente porque estamos a falar sobretudo de comunidades rurais. As pessoas devem fazer parte do processo, pelo que contamos com tal apoio”, disse.
Declarou que as pessoas também estão preocupadas, no sentido de serem ouvidas, pois conhecem as realidades de cada uma das suas províncias e localidades e a proposta é que o projecto seja audível e possa contar com a colaboração e experiência nas circunscrições para que realmente satisfaça as comunidades.
Salientou que a ideia com o RECLIMA é minimizar o peso que a seca está a trazer para a zona sul de Angola, trazer soluções que possam ajudar a desenvolver projectos mais sustentáveis para atender a questão.
Reconheceu que fruto do workshop precisa-se de auscultar melhor para poderem realmente fazer com que os projectos que daí saírem possam satisfazer as nossas comunidades, assim como os governos das províncias.
O Projecto de Resiliência Climática e Segurança da Água em Angola tem um financiamento de 450 milhões de dólares do Banco Mundial e da Agência Francesa de Desenvolvimento e foi desenhado para ser implementado até 2026, para 955 mil pessoas, nas províncias da Huíla, Cuando Cubango, Benguela, Cuanza Sul, Cunene, Namibe, Zaire e Luanda.
Para a Huíla a previsão é a reabilitação das barragens do Sendi e das Neves, bem como a construção de represas.
ANGOP




