Captação de água aumenta mas ainda é insuficiente no Lubango

A capacidade de  produção de  água na cidade do Lubango subiu de 270  para 480  metros cúbicos/hora de Novembro de 2022 à presente data, fruto das chuvas que caem, mas ainda há défice no abastecimento.

A informação foi avançada esta terça-feira, à imprensa, nesta cidade pela Presidente do Conselho de Administração da Empresa Provincial de Águas e Saneamento da Huíla, Maria Domingas Tyikusse, tendo realçado que os poços de captação estão minimamente carregados,  mas as restrições continuam porque a quantidade não é suficiente.

“Não temos como, porque a nossa capacidade instalada anda à volta de mil metros cúbicos por hora e estamos a produzir nas nossas captações 480 metros cúbicos, ainda temos um défice que anda nos 60 por cento, independentemente das  últimas chuvas que caíram com alguma regularidade”, aludiu.

Domingas Tyikusse destacou que até Novembro de 2022, o município tinha uma produção que rondava os 270 metros cúbicos por hora de todas as captações, consubstanciado em oito mil 206 metros cúbicos dia, mas hoje a produção é de 480 metros cúbicos hora e uma produção que anda nos dez mil  369 metros cúbicos dia.

“Sentimos algum alívio, embora ainda estamos a fazer a distribuição três vez por semana, num preceito de três horas  dia em alguns bairros e o centro da cidade”, enfatizou.

Detalhou que a insuficiência de água na nascente da Tundavala continua a criar dificuldades, prejudicando os consumidores da Mapunda e  parte do bairro Hélder Neto, pelo facto dos furos naquela zona  terem  começado  a carregar, mas as nascentes só começam a receber água  em Julho próximo.

A baixa nas captações para a reserva de água na província da Huíla  já datam desde 2014, o que afecta a distribuição de água, criando constrangimentos ao sector. A única linha definitiva, a longo prazo, para resolver as crises cíclicas de abastecimento de água no Lubango é a retirada do produto do rio Cunene, a 180 quilómetros a Leste, mais precisamente no município da Matala.

Actualmente a instituição tem 28 mil consumidores, 21 mil dos quais activos, 60 por cento deles com o sistema de contadores, num município que tem um milhão 20 mil 558 habitantes.